Publicado em: 11/09/2019 19:27:22

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UFPB e UFCG perdem 223 bolsas de pós-graduação e estudantes farão marcha para Brasília - Imagem Ilustrativa
Imagem Ilustrativa
Qualquer pesquisa científica precisa de investimento, além da disposição de estudantes e professores. Mas essa lógica parece não ser entendida pelo Governo Federal. Em todo o país o Ministério da Educação (MEC) tem anunciado cortes em bolsas estudantis de pós-graduação da CAPES e do CNPq.  Na Paraíba a realidade não é diferente. Já são 223 bolsas de pós-graduação a menos nas duas universidades federais do Estado, a UFPB e a UFCG.

No caso da UFPB foram cortadas 34 bolsas da CAPES e 4 do CNPq. Já na UFCG a guilhotina alcançou ainda mais estudantes: das 269 bolsas de doutorado, mestrado e pós-doutorado disponíveis na instituição, sobraram apenas 84.

“As bolsas cortadas são aquelas de transição. De projetos que terminam e seriam repassados para outros estudantes, para dar continuidade, mas acabam fechando no sistema”, explica o vice-reitor da UFCG, professor Camilo Farias.

Marcha para Brasília

Em todo o Brasil, de acordo com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o Governo Federal cortou mais de 11,8 mil bolsas de estudos e reduziu o orçamento do CNPq. Alunos de pós-graduação prometem paralisar as atividades e estão programando uma marcha para Brasília no próximo dia 02 de outubro.

“Essas medidas, associadas à escassez e defasagem das bolsas de estudos, que não são reajustadas desde 2013, têm jogado luz à destruição do patrimônio educacional e científico brasileiro construído há mais de 50 anos, e contribuído para condenar a Nação a um prolongado ciclo de desigualdade e subdesenvolvimento”, relata a nota emitida pela entidade.

Por João Paulo Medeiros 

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