Publicado em: 23/08/2018 10:24:21

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ARTIGO: o fenômeno do “separatismo eleitoral” atinge cidades da PB, inclusive Sousa - Imagem Ilustrativa
Imagem Ilustrativa
Por Ivandney Sena - De quatro em quatro anos se observa na política o que nós intitulamos de “separatismo eleitoral”, fenômeno que embora não seja exclusividade de algumas cidades paraibanas, acontece com maior intensidade em municípios onde o período politico costuma ser efervescente, como é o caso do município de Sousa.

Não é difícil identificar tal elemento, uma vez que se percebe a olho nu e de forma muito natural e simples. O fato se dá inicialmente com o afastamento de pessoas muito próximas, que envolve desde as amizades até as relações familiares.

Obviamente que esse fenômeno não acontece meramente por questões “insignificantes”, isso tudo tem um sentido ou motivo, embora esses motivos, na minha modéstia opinião, sejam irrelevantes se comparados com a importância de uma bela amizade ou até mesmo das relações fraternas de uma família bem estruturada.

A realidade é que as pessoas, sejam elas ligadas por questões de amizade ou familiar, são praticamente forçadas a se separarem para atender muitas vezes ao ego daqueles que estão momentaneamente no poder. Acredita-se que, quem está no comando da situação, exija de seus comandados a chamada “fidelidade” e entre essas exigências se disfarça o “separatismo eleitoral”.

Como já foi dito antes, é um fenômeno que acontece de forma natural, às pessoas que antes costumavam ter uma relação de maior proximidade, agora quase não se veem mais, quase não se falam mais, muito por causa do receio de estarem de alguma forma desobedecendo às regras que são estabelecidas por um grupo especifico.

Isso obviamente, tratando-se daqueles que estão a serviço de grupos políticos, o que é uma realidade quase unanime nas pequenas cidades e municípios do interior. Existem também, e isso tem que ser considerado, os que não precisam obedecer a essas normas e preceitos ou que se encontram em situação de privilegio a ponto de não ter que dar “satisfação” a qualquer grupo, mas esses são a grande minoria no Brasil e todos nós sabemos como funciona isso.

A princípio pode parecer uma espécie de “sequestro moral”, até porque muitos se sentem reféns de situações como essas e isso é muito comum pelas bandas das cidades interioranas.

Repare que é mais comum do que se imagina, muitas vezes alguns e não são poucos, já se depararam com a situação de ter que seguir determinado grupo apenas por questões de cunho eleitoreiro e ai o processo se dá quase que totalmente a partir do instante em que esses muitos terão que sair do convívio de muitos outros, apenas por conveniências eleitorais, que repito, muitas vezes são impostas, mas que terão que ser seguidas caso contrário uma espécie de caças as bruxas será deflagrada aos que ousarem não se alinhar.

Há os que mesmo diante de todos esses fatos, consiga não se render as esses preceitos, mas a maioria por motivos óbvios de sobrevivência acabam tendo mesmo que fazer parte do processo, mesmo que de forma forçada. É isso...

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