Publicado em: 10/10/2026 12:22:25
JOÃO PESSOA – A Polícia Federal instaurou procedimentos para investigar o aparecimento de pichações com suásticas nazistas e termos de apologia ao extremismo, como a palavra “nazi”, em banheiros do campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na capital paraibana. Os atos de vandalismo foram identificados por estudantes e servidores entre a quinta-feira (8) e a sexta-feira (9) de outubro.
Os símbolos foram desenhados nas dependências do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). Conforme registros fotográficos coletados no local, as marcas foram feitas utilizando tintas nas cores vermelha e branca.
Reação Institucional
Em nota oficial divulgada em suas redes sociais, a Reitoria da UFPB repudiou veementemente o episódio. A gestão enfatizou o papel democrático da universidade, delimitando, contudo, as fronteiras legais da liberdade de expressão:
“A suástica não é uma opinião. É o símbolo de um regime que perseguiu e exterminou milhões de pessoas, e sua veiculação é crime no Brasil”.
A administração universitária declarou ainda que o ecossistema acadêmico deve ser seguro, garantindo que nenhum estudante, docente ou técnico administrativo se sinta ameaçado por sua fé, cor, orientação sexual ou identidade de gênero.
Contexto Político e Investigação
Os episódios coincidem com um período de intensa movimentação política dentro e fora dos ambientes universitários na Paraíba. Por ocorrer em uma instituição pública de ensino superior federal, a competência do caso recai sobre a Polícia Federal, que informou acompanhar as denúncias.
A corporação comunicou que as investigações e os levantamentos preliminares correrão sob sigilo para preservar a identificação dos possíveis autores. Até o momento, nenhum suspeito foi formalmente identificado. No Brasil, a apologia ao nazismo por meio de símbolos ou ornamentos é considerada crime inafiançável e imprescritível pela Lei nº 7.716/1989, com previsão de pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.